Na dor da saudade, da desilusão, da angustia,
corro pelos trilhos da velha estrada de ferro.
Feia, suja, inacabada, quase sem nada,
há abandono, solidão, escuridão e frieza.
Chego, e logo chega também o trem,
e ele não para de seguir adiante
mesmo sem chão, sem som, sem pão.
Ele segue adiante.
Num vai e vem, o apito, a chaminé, uma colher.
Colher ou colher? Colher flores do caminho,
pequenos ramos ainda a formar-se
lindas pétalas rosas, azuis, amarelas...
ah! amarelas.
Muitas florzinhas amarelas,
que juntando formam um buquê,
buquê de flor,
buquê de amor
buquê de dor...
Poema escrito em


